Até onde vai a coerência das nossas autoridades!?!? Temos problemas de pirataria, tráfico de drogas, contrabando e outras coisas similares em nossa sociedade, mas na maioria das vezes quem se dá mal não são nem aqueles que encabeçam tais faltas, mas sim os consumidores. É errado comprar algo ilegal, disso eu não discordo, afinal quem o faz está financiando aqueles que fornecem a “mercadoria”, digamos assim.
Mas analisemos: um cidadão apreciador de boa música que ganha por volta de R$600,00 por mês, sustenta uma família composta por sua esposa e 3 filhos, paga aluguel de moradia, luz, água e gás, fora eventuais dívidas feitas, às vezes, para pagar outras dívidas. Ele, como bom apreciador de boa música, logicamente gosta bastante de escutar um sonsinho pra relaxar após o dia de trabalho ou durante o fim de semana, quando pode. Mas como ele vai poder adquirir o CD de seus artistas preferidos com tantas limitações financeiras!?!? A indústria fonográfica já fez/faz inúmeras campanhas contra a pirataria, mas nem mesmo se esforça para abaixar o preço dos CD’s ou DVD’s. O citado cidadão, mesmo sendo um amante de belas canções, não pode se dar ao luxo de gastar R$30,00 para comprar um lançamento musical, pois esse dinheiro fará muita falta a curto prazo, levando em consideração seu baixo salário. Logo, estando ele a fim de adquirir o produto, a primeira idéia que lhe vem à cabeça é ir a uma barraquinha de CD’s piratas e comprar o seu exemplar por R$5,00 e, se tiver sorte, pegar uma promoçãozinha de 3 por R$10,00!!!!!!
O cidadão do parágrafo acima é apenas uma suposição, mas sem dúvida se identifica com milhões de trabalhadores pelo Brasil (ou melhor, pelo mundo) afora. E o fato que ocorre com ele não é nenhuma suposição, é como dito no início desta frase, um FATO.
Aquele que adquire um produto pirata às vezes até sabe que o que está fazendo não é certo, mas o que ele pode fazer se o seu bolso é “pequeno demais” para o que ele quer adquirir?!?! Comprometer o abastecimento de sua casa em troca de um CD original está completamente fora de cogitação, a não ser que ele tenha o costume de freqüentar sebos e estabelecimentos do tipo, onde os produtos, por serem usados, são mais baratos.
O cidadão que compra um disco pirata pode até estar financ
iando indiretamente o crime organizado, mas há um questionamento em cima disso: os “marajás” da indústria fonográfica recebem a maior porcentagem cobrada na venda de um disco (empatados, talvez, com o próprio governo com a sua famigerada política de impostos), reclamam da pirataria e do comércio ilegal, mas não se esforçam nem um pouco para abaixar os preços. Que se dane se uma pessoa não tem condições de pagar seus preços abusivos, errado mesmo é quem financia a pirataria. É justamente este o questionamento!! Os preços cobrados são verdadeiros roubos!!!! Levando em conta essa lógica, sendo o produto pirata ou original, o consumidor de qualquer forma estará financiando indiretamente um criminoso, a grande diferença é a natureza do crime: de um lado traficantes e contrabandistas e do outro estelionatários!!!
Por isso eu, como amante de boa música (“boa música” dentro de meu conceito, logicamente) e como consumidor de CD’s originais que sou (sempre procurem por opções mais baratas ou mesmo em sebos, aqui fica a dica!!!) digo, a forma mais “limpa” de se adquirir a música que gosta é baixando arquivos pela Internet mesmo. Pena que o cidadão que ganha seus humildes R$600,00 não tem condições para adquirir um computador pessoal.....

1 comentários:
só complementando, o pior é que tais "artistas nacionais" fazem a maior campanha contra a pirataria,só qdo o cidadão que tem uma coleção de cds Running Wild (hein hein? pegou???) gasta as últimas economias pra pagar um ingresso pro show deles não reclamam nem um pouco, né?
te amo mais que contra burguês baixar mp3 xD~
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