Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Mídia cansativa..... ou não!!!!

Temos muitas formas de buscar informações: televisão, rádio, Internet, jornais, revistas, etc. A mais fácil, até certo ponto, é a televisão. É raríssima uma casa onde não se tem um televisor. Mesmo que se trate da casa de uma família muito pobre, podem possuir um aparelho mais velho. É bem mais cômodo, por exemplo, levantar-se para ligar o aparelho do que sair de casa e ir até uma banca para comprar um jornal. Mas, como disse antes, a forma mais fácil “até certo ponto”. Porquê na TV é muito mais difícil de se filtrar às informações pelas quais nos interessamos mais, mesmo para quem pode ter uma assinatura para transmissão via cabo. Se for por canais abertos, pior ainda!!!

Quando dizemos que estamos em busca de informações, sintonizamos nos chamados telejornais, certo? ERRADO!!! Sintonizamos nesse tipo de programa porquê temos uma necessidade até natural de saber das novidades cotidianas, mas não necessariamente o que vemos nos telejornais é o que precisamos saber, pelo menos não sempre. O que vemos é o que interessa à mídia que vejamos. Assistir diariamente aos telejornais dá à grande massa a impressão de sentir-se bem informada. E mesmo assim não é tão comum às pessoas utilizarem-se de mais de uma forma de informação para efeito de comparação. Ou assistem um programa ou outro. Escolhe telejornal X porquê é melhor que o programa Y, mesmo que não tenha o costume de assistir ao último.

E mesmo que fosse o caso, as notícias que mais percorrem à mídia são divulgadas à exaustão tanto por X como por Y e por todos os outros concorrentes, que aproveitam-se do fato na corrida pela audiência. Um bom exemplo disso é a tragédia que aconteceu com o vôo da Air France. O acidente ocorreu no final de maio, mas ainda vemos notícia a respeito do acontecido, mesmo já tendo passado mais de duas semanas. A população procura cada vez mais por mais informações sobre o fato, imaginam que precisam saber sobre o que está acontecendo. Com todo respeito às pessoas que perderam seus entes queridos e aos profissionais que estão trabalhando no resgate, mas isso não interessa à grande maioria das pessoas. A mídia se aproveita de um fato que provoca grande comoção popular na busca pela audiência. Talvez o mais desavisado vá imaginar que este que vos escreve está agindo de forma insensível ao expressar sua opinião, mas paremos para pensar, quem está sendo insensível na verdade não é a própria imprensa? Os familiares têm a necessidade de repousarem, querem se recuperar de um golpe tão forte, mas como podem fazer isso se, sempre que abrem a porta da frente de suas casas dão de cara com um repórter lhes perguntando sobre o acidente?

Infelizmente nos vemos cercados de informações em demasia sobre poucas coisas que às vezes não nos afetam diretamente. Tragédias acontecem todos os dias, em todos os lugares possíveis, de todos as formas possíveis e com pessoas de todas as classes sociais.

Talvez quem use a Internet tem mais possibilidades de filtrar as informações que mais lhe interessa. Quem já tem o costume de usar essa mídia pode fazer a busca a respeito do que procura, mas mesmo esses não estão totalmente livres do grande golpe da mídia. Sempre que abrirmos uma determinada página de notícias, a primeira página vai apresentar em destaque aqueles fatos que mais tomam o espaço dos noticiários. Mas não se preocupem. Daqui a uns dois ou três meses, os meios de comunicação vão parar de martelar aquele monte de informações desnecessárias sobre algum fato... até acontecer outro fato e repetirem incessantemente a respeito por mais dois ou três meses...

Domingo, 24 de Maio de 2009

Éton, o cartunista que ainda luta pela anistia

Por Bira Dantas 11/05/2009*

A farsa da Anistia Brasileira: Edson Dias (o Éton, entrevistado aqui), ex-chargista da FNT e do Sindicato dos Bancários SP, demitido dos Correios, preso, torturado e demitido, ainda não recebeu seus direitos. Foi pra Brasília em caravana de 20 ônibus de injustiçados pelo Ministério da justiça e da Comissão de Anistia, que não mudou um milímetro da injustiça com os anistiados! Aos militares, indenizações milionárias. E salário mínimo para aqueles que são considerados "zé ninguém". Mas agora, nem salário mínimo, nem nada. Agora estão dando só diploma! E a grande imprensa não se interessa pelo assunto.

Seria cômico se trágico não fosse
Segundo Éton: "Ser militante de esquerda não nos torna soldados, desertores, nem ladrões. Isso é um preconceito, construído ao longo do tempo! E não interessa à grande imprensa nem tripudiar sobre o fiasco de nossa Anistia! Fui até a Comissão de Anistia que julga os processos, examinar o meu. Qual o meu espanto! Apareceram uns homens de verde oliva dizendo: 'devolva as armas!' Eu disse: que armas? Não tenho arma nenhuma! O que quer dizer isso? Estão me confundindo! 'Você não é o Edson Dias?' Eu disse: Sou! Responderam: 'Pois é, tem uma ordem de captura para Edson Dias, e você tem que devolver as armas que levou em 1947 do quartel. Aliás saiu fardado e desertou levando tudo!'".

Homônimo
De fato, lendo o processo, descobriram que tinha mesmo esta ordem de captura, em seu nome. Mas esqueceram de ler a data de nascimento de ambos! Quando tudo se acalmou, Éton disse: "Como eu poderia ter roubado um quartel e desertado se eu não tinha nascido?". Pois é assim na Comissão de Anistia: eles não leem nada, vão empurrando as coisas com a barriga. Deram um milhão e meio de idenização para o Ziraldo. E ele, Edson Dias, jornalista, chargista-militante, preso e torturado, confundido com um desertor e ainda querem que ele devolva os fuzis roubados! E travam o seu processo já há dez anos sem razão!

O preço do anonimato
Dá pra entender, a facilidade de julgar o Ziraldo, até porque o Pasquim, quem não conhece? Ficou imortalizado pelo Erasmo Carlos, que cantava: Mas eu vou me embora, vou ler meu Pasquim, se ela chega e não me vê, sai correndo atrás de mim! Nenhuma canção falou das publicações por onde Éton passou: Jornal Hora do Povo, Gazeta de Pinheiros, Folha Bancária, Queixada, Tribuna Operária. Segundo ele: “Não é tão fácil conhecer o Bira, Vargas, Oscar, Éton e todos ilustradores da imprensa sindical. Henfil, fala na revista Fradim, da dificuldade de trabalhos dos cartunistas brasileiros, pois o Nilson (cartunista mineiro), já reclamava disso. Não nego, eu mesmo o fato do Ziraldo e seu trabalho ter se constituído em um baluarte na luta contra a ditadura, reconheço como justo o pagamento e indenização a este grande profissional da imprensa e parabenizo a Comissão por este reconhecimento”.

A vida é mais fácil para as “Figurinhas Carimbadas”, que frequentam e monopolizam as redações da grande imprensa. Pra falar com algum antigo amigo, Éton teria que garimpar espaço nas agendas deles, afinal, a vida destes “primos ricos” é sempre cheia. São muitas comemorações, lançamentos de livros quase mensais, são tantos coquetéis, exposições, prêmios que instituem a eles mesmos. O chargista desabafa: “É certo que nós, da imprensa sindical e nanica, vamos continuar nos porões da democracia, assim como frequentamos os porões da ditadura. Os primos ricos ilustravam a imprensa marrom enquanto nós estávamos levando bala no front”.

Éton conclui: “A verdadeira e combativa imprensa, ao contrário da imprensa marrom e colaboracionista que serviu o regime. Caracterizamo-nos como militantes sem dor e medo, profissionais íntegros que construíram a imprensa sindical, não se vendendo e expressando os anseios populares”. Éton não deve ser ignorado e despercebido quando se escrever a história da imprensa que resistiu neste país. Ele fez parte dela, assim como centenas de outros chargistas anônimos de norte a sul, servindo a causas de Sem-Terra, Índios, Estudantes, Metalúrgicos, Bancários, Químicos, Eletricitários, Condutores, Empregadas Domésticas, Operários da Construção Civil, Lavradores, Sapateiros. Gente que faz a riqueza e desenvolvimento deste país!

Éton, de dentro da fábrica, já escrevia para Henfil, discutindo as questões do Humor nacional e a repercussão de seu Fradim dentro da fábrica. Henfil se emociona com a carta de Éton (leia nos links abaixo), que pediu para não ser identificado e foi chamado por Henfil como Osvaldo. Parabéns, Éton, pela sua combatividade, sua arte genuína, seu humor contra a Injustiça, sempre!

Carta de Éton para Henfil 1
Carta de Éton para Henfil 2
Carta de Éton para Henfil 3
Carta de Éton para Henfil 4
Carta de Éton para Henfil 5
Carta de Éton para Henfil 6
Carta de Éton para Henfil 7

*publicado originalmente no Bigorna.net

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Alistamento obrigatório

Um vídeo interessantíssimo, do noticiário da TV, contando sobre um rapaz que conseguiu se livrar do serviço militar obrigatório.

Dêem uma olhada e entendam como:


Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Sobre a crise mundial.....

Recebi o texto abaixo via email algumas semanas atrás e, como já estava a fim de postar algo a respeito da atual crise financeira, o mesmo veio a calhar. O nome do autor aparece ao final do texto.

_________________________________________________________________________________________________


Não em nosso nome

Diante dos trilhões (ninguém sabe a cifra exata) de dólares despejados pelos governos do mundo inteiro para, supostamente, "salvar" o chamado sistema financeiro, surge uma inevitável pergunta: a quem, de fato, estamos realmente salvando? Estamos salvando milhões de crianças dos países periféricos que morrem de inanição? Estamos salvando um sistema que fornece as condições de qualquer pessoa, em qualquer parte do planeta, tenha condições dignas de sobrevivência, que tenha cultura, educação e saúde? A resposta unânime é não. A voz corrente dos porta-vozes do sistema é a de que temos que salvar o sistema financeiro internacional em nome de todos, porque, com sua ruína, todos iremos perder. Interessante esta linha de raciocínio porque a humanidade reproduz, através do sistema capitalista, o mito de sísifo. Quando o sistema está bem, os correntistas estão ganhando, a bolsa está em alta, alguns de fato ganham alguma coisa, e estamos certos de que não é a maioria. A maioria está alheia a todos este processo. O clima geral de satisfação dos mercados irradia na última onda de hertz alguns empregos de R$ 400 reais para a construção civil, venda de alguns carros a prazos a perder de vista, etc...Ou seja, algumas migalhas para os simples mortais. Os grandes ganhadores do sistema, as corporações, os grandes investidores, os sanguessugas, os parasitas, os banqueiros, as multinacionais, estes sim, ficam com a grande fatia dos recursos mundiais. Mas com a crise provocada justamente por estes, através de falcatruas, (roubo mesmo, que as grandes mídias não ousam afirmar pois desmoralizaria por completo o sistema), todos somos chamados a "salvar o sistema financeiro". Agora, vocês imaginem uma senhora que mora no seu barraco do morro João Ninguém, tendo que ajudar os banqueiros de Wall Street. Surrealista? Não. Verossímil, pois, de alguma forma, o sistema coordenou-se para que o sacrifício desta mulher ajude a enviar dinheiro parra um apostador da Bolsa de Valores. Seja através do emprego do seu marido que vai ser subtraído, seja através do aumento do imposto de algum produto de primeira necessidade, seja através do preço disto ou daquilo. Em suma, é este o maravilhoso mundo criado pelo sistema financeiro internacional. Um mundo onde alguns ganham muito e a maioria paga o preço quando algo não dá certo. Um mundo irreal, um mundo irracional.

Que agora os governos venham apregoar um maior controle sobre o Sistema Financeiro, lembra Viviane Forrastier, e as apostas nas chamadas forças vivas da nação. Lembra Roberto Campos e a lanterna "quebrada" na popa. Lembra o Delfim falando na divisão do bolo. Lembra o Carlos Sardenberg falando sobre os ventos favoráveis do capitalismo. Lembra os sermões pomposos da Igreja Universal do Engodo da Mirian Leitão. Poucos parecem entender que o sistema moralmente faliu. Seus pastores e falsos profetas perambulam como cegos pelas esquinas desertas procurando os fiéis que abandonam a igreja do Estado Mínimo. Mas a realidade é que não existe nada que justifique o sacrifício dos pequenos em nome dos grandes. Não existe a "irmandade" da migalha com o banquete. Não existe sermão, promessa, vaticínio ou verbo que conjugue a miséria da humanidade com o luxo dos vampiros financeiros. Nunca na historia da humanidade ficou tão claro a diferença entre o mundo real do trabalho e o mundo ilusório dos especuladores. Diante disto, qualquer outro sistema poderia jactar-se: imagine tal quantia despejada na extinta URSS, em nome de todos? Imaginem um aporte deste nível despejado em Cuba? No Paraguai? Na Venezuela? NO Brasil ou na África?

De sorte, que os defensores do capitalismo não tem escolha a não ser reconhecer que é preciso urgentemente criar outra forma de poder econômico, porque com todo este dinheiro qualquer sistema sobrevive. Um sistema onde poucos ganham, e a maioria é que paga a conta.

Marcos Henrique Guimarães

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

"Satyagraha"!?!?!?


Satyagraha é um termo cunhado pelo pacifista indiano Mahatma Gandhi em sua campanha pela independência da Índia. Em sânscrito, Satya significa “verdade”. Já agraha quer dizer “firmeza”. Desta forma, Satyagraha é a “firmeza na verdade”, ou “firmeza da verdade”.

Fonte: www.oragoo.net

Aposto que a maioria sequer desconfia qual seja o significado desse termo. E, com certeza, quem conhece está se perguntando "que verdade é essa!?" ou "com que firmeza!?!?".

Pois é, essa é a tristemente clássica habilidade da nossa "justiça" de distorcer e contradizer. E já faz um bom tempo que eu não sinto firmeza alguma nas "verdades" deles......

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Fique de olho nesses nomes!!!!!!!!



Políticos adoram nos fazer de palhaços. Vez ou outra fazem alguma votação para leis bizonhas que, se não acrescentam nada de interessante à sociedade brasileira, a prejudica de alguma forma.

Coisas do tipo de aumentos criminosos de salário (dos próprios parlamentares) e coisas do tipo.

Eu vou passar a postar listas de votantes por aprovações desse tipo de falcatrua e espero, com isso, contribuir de alguma forma para que o povão fique esperto em quem deve votar ou não nas próximas eleições, e não só isso. Não esquecer de forma alguma os nomes a quem confiou seus votos para a câmara dos deputados ou senado.

Às vezes se aproveitam de eventos importantíssimos que tomam conta da prioridade da mídia para fazê-lo, pois pouquíssimos ficam sabendo e, se é divulgado em tele-jornais, fica relegado a terceiro plano (como aconteceu em maio do ano passado com a vinda do Papa Bento XVI, quando se aproveitaram da quase total atenção que a mídia prestou a tal acontecimento e aprovaram mais um aumento - gostaria de encontrar a lista dos que votaram nesta ocasião, pois não consegui achar, quem puder me passar de alguma forma, serei grato!!!!!!)

Pra começar com esse costume vou publicar a lista dos deputados que votaram a favor do reajuste em fins de 2006 (que, inclusive, beirou os 100%!!!!!!!):

Aldo Rebelo (PC do B-SP): dep.aldorebelo@camara.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL): renan.calheiros@senador.gov.br
Ciro Nogueira (PP-PI): dep.cironogueira@camara.gov.br
Jorge Alberto (PMDB-SE): dep.jorgealberto@camara.gov.br
Luciano Castro (PL-RR): dep.lucianocastro@camara.gov. br
José Múcio (PTB-PE): dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
Wilson Santiago (PMDB-PB): dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
Miro Teixeira (PDT-RJ): dep.miroteixeira@camara.gov.br
Sandra Rosado (PSB-RN):dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA): colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE): dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ): dep.rodrigomaia@camara.gov.br
José Carlos Aleluia (PFL-BA): dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
Sandro Mabel (PL-GO): dep.sandromabel@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL): dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP): dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
Inácio Arruda (PC do B-CE): dep.inacioarruda@camara.gov.br
Carlos Willian (PTC-MG): dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG): dep.marioheringer@camara.gov.br
Inocêncio Oliveira (PL-PE): dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
Demóstenes Torres (PFL-GO): demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB): efraim.morais@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC): tiao.viana@senador.gov.br
Ney Suassuna (PMDB-PB): neysuassun@senador.gov.br
Benedito de Lira (PL-AL): dep.beneditodelira@camara.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC): ideli.salvatti@senadora.gov.br

Uma observação: essa lista é do final de 2006, portanto, é importante se atualizar na atual lista dos parlamentares e de seus respectivos suplente levando em conta que muitos deles costumam renunciar seus cargos por algum motivo (como época de eleições ou cassação, por exemplo).

Fiquemos de ollho!!!!!

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Originalmente falso ou falsamente original?!!?

Até onde vai a coerência das nossas autoridades!?!? Temos problemas de pirataria, tráfico de drogas, contrabando e outras coisas similares em nossa sociedade, mas na maioria das vezes quem se dá mal não são nem aqueles que encabeçam tais faltas, mas sim os consumidores. É errado comprar algo ilegal, disso eu não discordo, afinal quem o faz está financiando aqueles que fornecem a “mercadoria”, digamos assim.

Mas analisemos: um cidadão apreciador de boa música que ganha por volta de R$600,00 por mês, sustenta uma família composta por sua esposa e 3 filhos, paga aluguel de moradia, luz, água e gás, fora eventuais dívidas feitas, às vezes, para pagar outras dívidas. Ele, como bom apreciador de boa música, logicamente gosta bastante de escutar um sonsinho pra relaxar após o dia de trabalho ou durante o fim de semana, quando pode. Mas como ele vai poder adquirir o CD de seus artistas preferidos com tantas limitações financeiras!?!? A indústria fonográfica já fez/faz inúmeras campanhas contra a pirataria, mas nem mesmo se esforça para abaixar o preço dos CD’s ou DVD’s. O citado cidadão, mesmo sendo um amante de belas canções, não pode se dar ao luxo de gastar R$30,00 para comprar um lançamento musical, pois esse dinheiro fará muita falta a curto prazo, levando em consideração seu baixo salário. Logo, estando ele a fim de adquirir o produto, a primeira idéia que lhe vem à cabeça é ir a uma barraquinha de CD’s piratas e comprar o seu exemplar por R$5,00 e, se tiver sorte, pegar uma promoçãozinha de 3 por R$10,00!!!!!!

O cidadão do parágrafo acima é apenas uma suposição, mas sem dúvida se identifica com milhões de trabalhadores pelo Brasil (ou melhor, pelo mundo) afora. E o fato que ocorre com ele não é nenhuma suposição, é como dito no início desta frase, um FATO.

Aquele que adquire um produto pirata às vezes até sabe que o que está fazendo não é certo, mas o que ele pode fazer se o seu bolso é “pequeno demais” para o que ele quer adquirir?!?! Comprometer o abastecimento de sua casa em troca de um CD original está completamente fora de cogitação, a não ser que ele tenha o costume de freqüentar sebos e estabelecimentos do tipo, onde os produtos, por serem usados, são mais baratos.

O cidadão que compra um disco pirata pode até estar financiando indiretamente o crime organizado, mas há um questionamento em cima disso: os “marajás” da indústria fonográfica recebem a maior porcentagem cobrada na venda de um disco (empatados, talvez, com o próprio governo com a sua famigerada política de impostos), reclamam da pirataria e do comércio ilegal, mas não se esforçam nem um pouco para abaixar os preços. Que se dane se uma pessoa não tem condições de pagar seus preços abusivos, errado mesmo é quem financia a pirataria. É justamente este o questionamento!! Os preços cobrados são verdadeiros roubos!!!! Levando em conta essa lógica, sendo o produto pirata ou original, o consumidor de qualquer forma estará financiando indiretamente um criminoso, a grande diferença é a natureza do crime: de um lado traficantes e contrabandistas e do outro estelionatários!!!

Por isso eu, como amante de boa música (“boa música” dentro de meu conceito, logicamente) e como consumidor de CD’s originais que sou (sempre procurem por opções mais baratas ou mesmo em sebos, aqui fica a dica!!!) digo, a forma mais “limpa” de se adquirir a música que gosta é baixando arquivos pela Internet mesmo. Pena que o cidadão que ganha seus humildes R$600,00 não tem condições para adquirir um computador pessoal.....