Temos muitas formas de buscar informações: televisão, rádio, Internet, jornais, revistas, etc. A mais fácil, até certo ponto, é a televisão. É raríssima uma casa onde não se tem um televisor. Mesmo que se trate da casa de uma família muito pobre, podem possuir um aparelho mais velho. É bem mais cômodo, por exemplo, levantar-se para ligar o aparelho do que sair de casa e ir até uma banca para comprar um jornal. Mas, como disse antes, a forma mais fácil “até certo ponto”. Porquê na TV é muito mais difícil de se filtrar às informações pelas quais nos interessamos mais, mesmo para quem pode ter uma assinatura para transmissão via cabo. Se for por canais abertos, pior ainda!!!
Quando dizemos que estamos em busca de informações, sintonizamos nos chamados telejornais, certo? ERRADO!!! Sintonizamos nesse tipo de programa porquê temos uma necessidade até natural de saber das novidades cotidianas, mas não necessariamente o que vemos nos telejornais é o que precisamos saber, pelo menos não sempre. O que vemos é o que interessa à mídia que vejamos. Assistir diariamente aos telejornais dá à grande massa a impressão de sentir-se bem informada. E mesmo assim não é tão comum às pessoas utilizarem-se de mais de uma forma de informação para efeito de comparação. Ou assistem um programa ou outro. Escolhe telejornal X porquê é melhor que o programa Y, mesmo que não tenha o costume de assistir ao último.
E mesmo que fosse o caso, as notícias que mais percorrem à mídia são divulgadas à exaustão tanto por X como por Y e por todos os outros concorrentes, que aproveitam-se do fato na corrida pela audiência. Um bom exemplo disso é a tragédia que aconteceu com o vôo da Air France. O acidente ocorreu no final de maio, mas ainda vemos notícia a respeito do acontecido, mesmo já tendo passado mais de duas semanas. A população procura cada vez mais por mais informações sobre o fato, imaginam que precisam saber sobre o que está acontecendo. Com todo respeito às pessoas que perderam seus entes queridos e aos profissionais que estão trabalhando no resgate, mas isso não interessa à grande maioria das pessoas.
A mídia se aproveita de um fato que provoca grande comoção popular na busca pela audiência. Talvez o mais desavisado vá imaginar que este que vos escreve está agindo de forma insensível ao expressar sua opinião, mas paremos para pensar, quem está sendo insensível na verdade não é a própria imprensa? Os familiares têm a necessidade de repousarem, querem se recuperar de um golpe tão forte, mas como podem fazer isso se, sempre que abrem a porta da frente de suas casas dão de cara com um repórter lhes perguntando sobre o acidente?
Infelizmente nos vemos cercados de informações em demasia sobre poucas coisas que às vezes não nos afetam diretamente. Tragédias acontecem todos os dias, em todos os lugares possíveis, de todos as formas possíveis e com pessoas de todas as classes sociais.
Talvez quem use a Internet tem mais possibilidades de filtrar as informações que mais lhe interessa. Quem já tem o costume de usar essa mídia pode fazer a busca a respeito do que procura, mas mesmo esses não estão totalmente livres do grande golpe da mídia. Sempre que abrirmos uma determinada página de notícias, a primeira página vai apresentar em destaque aqueles fatos que mais tomam o espaço dos noticiários. Mas não se preocupem. Daqui a uns dois ou três meses, os meios de comunicação vão parar de martelar aquele monte de informações desnecessárias sobre algum fato... até acontecer outro fato e repetirem incessantemente a respeito por mais dois ou três meses...






